Autor & Blog

Júlio Pimentel Pinto é professor no Departamento de História da USP e autor, entre outros, de Uma memória do mundo. Ficção, memória e história em Jorge Luis Borges, de 1998, e A leitura e seus lugares, de 2004.

Paisagens da Crítica nasceu no final de 2005 no Uol, com o endereço http://www.paisagensdacritica.zip.net, e migrou para WordPress em fevereiro de 2008. Na página do Uol – que teve, até hoje, cerca de 64 mil acessos – há mais de 160 comentários sobre livros e leituras. Visite-a quando puder!

paisagensdacritica@uol.com.br

47 pensamentos sobre “Autor & Blog

  1. Olá Júlio, escrevia um artigo para um dos meus blogues quando por meio de um mecanismo de busca encontrei o Paisagens da Crítica e, para minha surpresa, descobri que o autor é ninguém mais do que Júlio Pimentel Pinto. Fiquei muito feliz com a descoberta, afinal, além de conhecer você e o seu trabalho desenvolvido na USP, também sou blogueiro, apaixonado pela história latino-americana e, sobretudo, o artigo que escrevia tem relação com uma entrevista sua concedida em fevereiro de 2008 ao portal Agência Brasil. Creio que você não deve lembrar quem sou, mas fiz uma entrevista com você no final do ano passado na USP. Sou orientando do Beto em Assis e, agora, mais um assíduo leitor do seu blogue. Caso tenha curiosidade em conhecer um pouco do trabalho que densenvolvo na blogosfera, acesse:

    http://profanomedievo.blogspot.com (blog de variedades)
    http://thehistorymovies.blogspot.com (vlog de vídeos online para professores, estudantes e pesquisadores em História)

    Grande abraço e vou pesquisar aqui no seu blog se tem alguma postagem relacionada ao futuro de Cuba sem Fidel Castro no poder.

  2. Barthon,
    tudo bem?
    Lembro-me de você, é claro.
    Darei uma olhada em seus blogs, depois comento.
    Creio que não haja nada sobre Cuba pós-Fidel. Dei muitas entrevistas sobre o tema, mas não me lembro de ter resenhado livros sobre o assunto.
    Escrevo Paisagens há dois anos e meio e é um prazer enorme fazê-lo. Até como antídoto ao hermetismo e ao isolamento acadêmico.
    Abraços,
    Júlio

  3. Olá, Júlio.

    Fiquei surpresa quando um aluno me disse q havia um comentário sobre o meu livro aqui no Paisagens da crítica e, depois, evidentemente, não poderia deixar de me sentir grata pelos elogios (exagerados, decerto) e propriedade das críticas (acertadíssimas, todas). Proponho mantermos contato, pois já pude perceber q nossos interesses se cruzam em mais de um sentido (utopia, memória, Borges, literatura/história).
    Um abraço, Ana Claudia

  4. Umcomentário um pouco técnico: por que não migrar o conteúdo do uol para wordpress?

    Fica mais fácil para o leitor 🙂

    Abç,

    Mariana

  5. Mariana,
    tudo bem?

    Pois é… É que não sei como fazer isso.

    Ao montar o blog no WordPress, havia opções para migrar conteúdos de outras bases, mas não do Uol. Tentei mesmo assim e não consegui.

    Vou seguir sua sugestão e tentar novamente.

    Abraços,
    Júlio

  6. Uma aluna sua me indicou este blog, o primeiro texto que li era uma resenha do livro do Chico Mattoso, Longe de Ramiro, desde então venho acompanhando os posts. Parabéns pelo trabalho.

  7. Julio, adorei seus comentarios sobre os livros de Camilleri, pre e pos o nosso Montalbano. Fico esperando chegar as traducoes em portugues, mas quando encontro, compro os livros dele em outros idiomas. Ano passado fui visitar Porto Empedocle, joguei um tipo de bilhar siciliano no Bar Vigata. É uma especie de sede do fã clube do Camilleri, tem fotos pelas paredes e uma estande com livros dele em diversas edicoes estrangeiras. Em Palermo, passei pela editora Sellerio, que edita os livros de Camilleri; ganhei um livrinho de capa dura com 400 paginas, com as capas dos livros de AC editados, até 2005, na Italia, Brasil, Croacia, Dinamarca, Finlandia, Franca, Alemanha, japao, Inglaterra, Grecia, Irlanda, Israel, Lituania, Noruega, Holanda, Polonia, Portugal, Republica Tcheca, Russia, Espanha (espanhol e catalao), Suecia, Turquia, Hungria e Estados Unidos. Voce conhece outros tarados por AC, com blog ou site?

  8. José Roberto,
    obrigado por seu comentário.
    Há o site do fã-clube de Camilleri, http://www.vigata.org, que você deve conhecer. É bastante interessante: mais do que um site de fã-clube, é recheado de textos de/sobre Camilleri.
    Infelizmente nunca fui a Sicília. Morei na Itália e mais de uma vez planejei viajar até o sul, mas nunca deu certo. Espero ir lá em breve e fazer o ótimo itinerário de visitas que fez.
    Abraços,
    Júlio

  9. Júlio, quer dizer, Prof. Júlio da USP?
    hehe, se eu tivesse acessado antes seu currículo não teria deixado aquele coments no post sobre leite derramado…
    nada demais o que eu escrevi, mas sabe como é…
    muito bacana seu blog, Prof. Júlio, suas ideias também.
    beijos
    sandra

    • Por que, Sandra?
      A vantagem desse espaço – para mim, pelo menos – é escapar da rigidez e do hermetismo acadêmicos e de alguns de seus vícios.
      E – claro – não precisa me chamar de professor.
      Beijos,
      Júlio

  10. Júlio, tem razão sobre os vícios e hermetismo, mas acho que já adquiri o ‘trauma’ acadêmico…
    *
    Vou continuar visitando o blog, o espaço virtual é bem bacana, bastante cult,
    e você dialoga com os ‘passantes’!
    beijos
    sandra

    • Sandra,
      tudo bem?
      Todos mantemos essa marca.
      Brinco com meus alunos que se dar conta já é um bom passo para não acreditar que a academia seja o mundo real…
      Beijos,
      Júlio

  11. Julio, adorei seus comentarios sobre os livros de Camilleri, pre e pos o nosso Montalbano. Fico esperando chegar as traducoes em portugues, mas quando encontro, compro os livros dele em outros idiomas. Ano passado fui visitar Porto Empedocle, joguei um tipo de bilhar siciliano no Bar Vigata. É uma especie de sede do fã clube do Camilleri, tem fotos pelas paredes e uma estande com livros dele em diversas edicoes estrangeiras. Em Palermo, passei pela editora Sellerio, que edita os livros de Camilleri; ganhei um livrinho de capa dura com 400 paginas, com as capas dos livros de AC editados, até 2005, na Italia, Brasil, Croacia, Dinamarca, Finlandia, Franca, Alemanha, japao, Inglaterra, Grecia, Irlanda, Israel, Lituania, Noruega, Holanda, Polonia, Portugal, Republica Tcheca, Russia, Espanha (espanhol e catalao), Suecia, Turquia, Hungria e Estados Unidos. Voce conhece outros tarados por AC, com blog ou site?
    +1

    • Karil,
      tudo bem?
      Por algum motivo, seu comentário foi parar na pasta de spam e só o vi agora. Desculpe-me, portanto, a demora na liberação e na resposta.
      Conheci Porto Empèdocle no princípio deste ano; nunca fora, antes, à Sicília.
      Leio Camilleri no original e, muitas vezes, os livros saem mais baratos comprados pela internet, da Itália, do que nas edições brasileiras.
      Conheço vários leitores apaixonados de Camilleri, mas infelizmente nenhum que tenha blog. Resta o http://www.vigata.org. que você deve conhecer.
      Abraços,
      Júlio

  12. Prof. Julio
    Acabo de descobrir seu blog. Iniciei ainda há pouco a leitura de Leite Derramado e, já antecipando minhas impressões, resolví recorrer às críticas.
    Com muita propriedade você escreve. Assim que terminar a leitura, escreverei novamente, tendo um pouco mais o que dizer do livro.
    Abraços!
    Eduardo

  13. Oi professor Julio, fui seu aluno em três disciplinas, sou seu xará e fã também. Montei um blog, mantenho um texto com uma idéia de democracia direta e participativa. Gostaria, se possível, de uma visita, opinião ou comentário seu. O endereço é http://www.votodiretonalei.blogspot.com/.
    Sei que não é exatamente sua área de pesquisa, mas gostaria de ter sua opinião com sinceridade. Acompanharei e divulgarei o seu trabalho neste blog com muito prazer. Só recomendo às pessoas o que é realmente bom. Parabéns pelo excelente trabalho, professor.

  14. Oi Julio,

    Trabalho com projetos e ações na área de Literatura em instituição cultural e gostaria de convidá-lo para uma palestra sobre literatura Latino Americana contemporânea para programadores culturais. Poderia me passar um telefone para que possa expor melhor a proposta
    francishistor@yahoo.com.br

    Obrigado

  15. Caro Prof. Júlio,

    Volto depressa ao seu blog. Li Pastoral Americana com sofreguidão; mais do que deveria, reconheço. Sinto-me tentada a recomeçar a lê-lo, agora que “conheço os fatos”, para desmanchar a costura malfeita do entendimento precipitado; a angústia, no entanto, creio que há de subsistir tal como a senti à primeira leitura.
    Acompanho, já faz tempo, outro blog igualmente marcante para mim: Amigo de Montaigne, parte do scienceblogs.com.br.
    Em agosto de 2007, dentro de um determinado contexto, o autor fez uma lista das cinco obras que haviam causado mais impacto em sua vida. E a sua lista foi a seguinte:

    1. “Os Ensaios”, de Montaigne
    2. “Ilíada”, de Homero
    3. “Hamlet”, de Shakespeare
    4. “Crime e Castigo”, de Dostoiévski
    5. “Lavoura Arcaica”, de Raduan Nassar

    Afora a Ilíada, que ainda não li, a lista me pareceu até óbvia, não fosse o “Lavoura Arcaica”, do qual eu só ouvira falar por conta do filme de mesmo nome (que não vi). Pareceu-me tão surpreendente esse livro em meio a tais clássicos que, com toda a urgência possível, eu o comprei e li.
    E o que me faz falar tudo isso é porque a angústia que Lavoura Arcaica me causou foi a mesma que Pastoral Americana. São obras tão distintas e, ao mesmo tempo, têm uma identidade tão grande, causam uma dor tão visceral, e expõem com a mesma crueza a corrosão das coisas, das pessoas e, fundamentalmente, das ilusões, pelo tempo.
    Em Lavoura Arcaica (e aqui transcrevo trecho pinçado pelo Amigo de Montaigne), há esta passagem belíssima, que não causaria estranheza de alguém dissesse que é parte de Pastoral Americana:
    “O tempo, o tempo é versátil, o tempo faz diabruras, o tempo brincava comigo, o tempo espreguiçava provocadoramente (…) o tempo, o tempo, o tempo me pesquisava na sua calma, o tempo me castigava (…) o tempo, o tempo, esse algoz às vezes suave, às vezes mais terrível, demônio absoluto conferindo qualidade a todas as coisas, é ele ainda hoje e sempre quem decide e por isso a quem me curvo cheio de medo e erguido em suspense me perguntando qual o momento, o momento preciso da transposição?”

    Será que tudo isso tem algum nexo? Vamos ver o que eu vou pensar após a segunda leitura…

    Obrigada pelos olhos e ouvidos pacientes.

    Abraços

    Eliana

    • Eliana,
      tudo bem?

      Comente à vontade, claro.

      É sempre interessante perceber, por mais que saibamos antecipadamente, como a leitura nos toca de formas diferentes e somos capazes de compor de forma eclética as listas de livros que nos moveram. Ou, em outras palavras, como sempre é subjetiva a percepção da leitura. Ou, ainda, como a leitura provoca sucessivas e diferenciadas eleições de afinidades e identificações de precursores: todos com nexo, mesmo se não o percebermos imediatamente.

      Obrigado pela lista e pelos comentários.

      Abraços,
      Júlio

  16. Júlio, ao ler a entrevista que Antonio Candido dera por ocasião da Festa Literária de Paraty soube que o crítico se diz “encalhado no passado”. Candido disse que não lê nada de novo a pelo menos 20 anos, seu gosto é pelos clássicos como Dostoiévski, Tolstói, Proust, Machado de Assis, Eça de Queiroz. “Não quero dizer que os atuais não sejam no mesmo nível. Só que eu não os conheço.”, disse. No meu caso, longe de qualquer comparação, também não consigo deixar os clássicos do passado e “sinto que saio perdento, obviamente”. Talvez, muitas pessoas tenham como eu o receio de esperdiçar seu escasso tempo dedicado à leitura com algo que não seja verdadeiramente….clássico.rs (capazes de nos fazerem pensar e nos chamar sempre a revisitá-los durante nossas vidas). Como sou seu aluno da FFLCH e, sempre que posso, acompanho seu blog lhe faço essa difícil pergunta: Há algum autor hoje que se compare a Tolstoi, Checkov, Camus, Gide, Kafka, Borges entre outros? Sei que cada obra esta inserida em seu tempo, em determinada sociedade etc, mas queria saber em sua opinião que obra ou autor contemporâneo o professor recomendaria como imprescindível, que não poderíamos, de forma alguma, deixar de ler.
    Abraços

    • Vladimir,
      tudo bem?
      É de fato difícil fazer comparações.
      Acho, porém, que hoje temos autores de leitura imprescindível. De súbito, me vieram três deles à cabeça: Philip Roth, V. S. Naipaul e Mario Vargas Llosa. Até recentemente tínhamos W. G. Sebald, igualmente necessário.
      Abraços,
      Júlio

  17. Sei que aqui talvez não seja o lugar mais adequado para colocar minha posição, Júlio, mas como não achei nenhum outro blog pessoal seu, vou colocar que é lamentável a sua participação no evento da Livraria Cultura ao lado do Leandro Narloch. O livro dele é uma porcaria, cheio de generalizações e agressões ao bom senso, e qualquer pessoa ligada minimamente à História deveria se abster de participar de qualquer coisa que pretenda se referir “sobre o que realmente aconteceu”… Fui seu aluno na USP, sempre admirei suas aulas e suas críticas, mas não posso deixar de transmitir minha decepção com essa sua postura.

    • Sérgio,
      tudo bem?
      Obviamente respeito sua posição.
      Fui convidado a dar duas aulas sobre história latino-americana e aceitei o convite. Acho fundamental que as oportunidades de discussão da história latino-americana sejam ampliadas e que ela não se limite aos chavões que tantas vezes pretendem resumir e padronizar experiências históricas variadas e muito mais complexas do que se supõe.
      O livro de Narloch e Teixeira ocupa um espaço que a academia despreza: o da comunicação com o público não especializado. Nesse sentido, algumas simplificações são inevitáveis. Lembro-lhe que o livro de história latino-americana mais vendido (e provavelmente mais lido) no Brasil, ‘As veias abertas da América Latina’, contém um volume incomensurável de erros factuais e de interpretações grosseiras e esquemáticas sem que jamais algum especialista tenha se levantado publicamente contra isso ou alertado alunos e leitores.
      Romper os limites do universo acadêmico, tantas vezes autorreferente, sempre foi uma preocupação minha; o blog, inclusive, deriva desse desconforto.
      Além disso, como já observou José Murilo de Carvalho, o livro de Narloch e Teixeira escapa à homogeneidade ideológica e teórica que caracteriza muitos dos departamentos de história brasileiros e que há mais de 50 anos estigmatiza quem não professa a mesma fé, indo na contramão da ideia de que a história é plural e deve ser, sobretudo, um espaço de debate e contraste de opiniões. De crítica e diversidade.
      Abraços,
      Júlio

  18. Julio, gosto de sua visao plural. Porisso acompanho atentamente seu blog e suas indicaçoes de leitura. Refiro-me inclusive ao que escreveu o leitor Vladimir. Tenho um amigo que só le os autores do XIX! Uma pena. Se priva de conhecer autores que, no XXII serao reconhecidos como classicos. Um abraço (e estou a espera de novos posts). Eymard.

    • Eymard,
      obrigado por seu comentário.
      Estou em meio a um carrossel de trabalhos, daí a dificuldade de escrever resenhas para o blog. Mas em breve publicarei algo novo.
      Abraços,
      Júlio

  19. Pingback: Dia 26 — Um livro que me faz adormecer | uma noite catherine suspirou borboletas

  20. Fui procurar informacoes sobre a escritora Donna Leon e encontrei esse blog. Amei.
    Quanto a Donna Leon, deixarei para depois…rs.
    Prof. Julio, li que es professor de Historia e escritor. Estarei sempre por aqui, seja lendo as criticas, seja participando.
    Abracos sem acentos.

    • Cláudia,
      tudo bem?
      Desculpe-me a demora na resposta.
      Li ‘Blanco nocturno’ assim que saiu, em outubro de 2010. Aguardava o livro, com ansiedade, há anos, enquanto acabava uma longa pesquisa sobre Piglia – que foi entregue exatamente dois meses antes da publicação do livro. rs
      Claro que a primeira impressão foi de surpresa: Piglia deu inúmeras entrevistas enquanto escrevia o livro, longos dez anos, e quase nada do que ele dizia apareceu no romance: Malvinas, para usar o exemplo mais óbvio.
      Não quis, até hoje, e não sei bem o motivo, escrever sobre o livro; uma hora certamente o farei. Em resumo: gosto dele e discordo das avaliações de muitos críticos, que o rejeitaram (como antes, rejeitaram ‘Plata Quemada’, livro que também considero subestimado pela crítica). Gosto especialmente das discussões relativas ao método e às percepções de verdade que percorrem a narrativas policiais.
      Mas prometo: um dia escreverei mais. Se, antes disso, quiser conversar melhor, estou à disposição.
      Abraços,
      Júlio

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