Galiléia: Prêmio SP de Literatura


Galiléia, de Ronaldo Correia de Brito, venceu a segunda edição do Prêmio São Paulo de Literatura.

Absolutamente merecido. O livro é excelente. E o prêmio, que no ano passado foi para Cristovão Tezza, continua a ser o maior do Brasil: 200 mil.

Na categoria “autores estreantes”, venceu Altair Martins, com A parede no escuro. Ainda não li. Vou atrás.

Se quiser ler a resenha de Galiléia em Paisagens da Crítica, clique no link no nome do livro.

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Prêmio São Paulo

 

Saiu o resultado de mais um prêmio literário – o mais valioso, diga-se de passagem.

 

É o Prêmio São Paulo de Literatura, que deu 200 mil reais para o melhor romance de 2007. E mais 200 mil para o melhor romance de autor estreante.

 

Ganhou Cristovão Tezza.

 

Que já tinha levado o Jabuti de Melhor Romance e o Portugal Telecom.

 

Claro que sempre tem algum chato que vai questionar (que outro mundo tem mais donos da verdade do que o da cultura & assemelhados?). Deixe passar.

 

Mas O filho eterno é um livro impressionante. Bom literariamente, bom por aquilo que um bom livro tem que ser: capaz de pegar o leitor pelas entranhas.

 

Entre os estreantes, o bom livro de Tatiana Salem Levy levou o dinheirão. Também acho merecido.

 

A chave da casa é bem construído, bem desenvolvido e demonstra maturidade literária.

 

Interessante notar que os dois saíram pela Record – editora que publica dezenas de títulos por mês e nem sempre divulga suficientemente seus livros. Mas que apostou no Prêmio São Paulo – ao contrário de outras editoras, que o ignoraram e perderam uma grande chance de valorizar seus autores.

 

Interessante, também, é que o Prêmio São Paulo chegou de mansinho, mas com a força da grana. Tomara que fique. Já até tenho meus candidatos para o próximo.

 

 

* post anterior sobre o Prêmio São Paulo:

https://paisagensdacritica.wordpress.com/2008/10/16/premio-sp-de-literatura/

 

* comentário sobre O filho eterno, de Cristovão Tezza:

http://paisagensdacritica.zip.net/arch2007-09-23_2007-09-29.html

 

 

 

Prêmio SP de Literatura

 

Ontem foram divulgados os finalistas da primeira edição do Prêmio São Paulo de Literatura.

 

Criado nesse ano, paga o maior valor de um prêmio literário no Brasil: 200 mil reais para o melhor livro de 2007 de autor estreante, e mais 200 mil para o melhor livro de autor não-estreante.

 

Para quem normalmente escreve por uns caraminguás, é dinheiro que não acaba mais.

 

O júri inicial selecionou, dentre os inscritos, dez títulos – cinco em cada categoria.

 

Agora, um outro júri escolherá os dois vencedores.

 

Os indicados (em ordem alfabética de autor) são:

 

não-estreantes:

Antonio, de Beatriz Bracher (34)

O sol se põe em São Paulo, Bernardo Carvalho (Companhia das Letras)

O filho eterno, Cristóvão Tezza (Record)

A muralha de Adriano, de Menalton Braff (Bertrand Brasil)

A copista de Kafka, de Wilson Bueno (Planeta)

 

estreantes

Lugares que não conheço, pessoas que nunca vi, de Cecília Gianetti (Agir);

Desamores, de Eduardo Baszczyn (7Letras);

A chave de casa, de Tatiana Salem Levy (Record);

Estado vegetativo, de Tiago Novaes (Callis);

Casa entre vértebras, de Wesley Peres (Record).

 

Claro que pode haver insatisfação aqui e ali, mas os dez títulos são bons e merecem a indicação.

Meus preferidos?

 

Cristóvão Tezza e Beatriz Bracher; Eduardo Baszczyn e Tatiana Salem Levy.

 

Agora resta esperar o resultado final.