O que você queria ter escrito?

Foi uma sugestão indireta de L., amigo, que me fez levantar a questão. E virou enquete:

O que você gostaria de ter escrito?

De saída, digo alguns que eu queria ter escrito:

Coração das trevas, de Conrad;

Doctor Jekyll & Mr. Hyde, de Stevenson;

– o conto “A lição do mestre”, de Henry James;

– algumas páginas de Educação sentimental, de Flaubert;

a história de Charles Swann, no final do primeiro volume de Em busca do tempo perdido, de Proust, e alguns diálogos de Elstir, na mesma obra;

Palmeiras selvagens, de Faulkner;

O velho e o mar, de Hemingway;

– outro conto: “A morte e a bússola”, de Borges;

Auto-de-fé, de Canetti;

O enigma da chegada, de Naipaul.

E você?

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51 pensamentos sobre “O que você queria ter escrito?

  1. Assim, sem muito pensar:

    a) água-viva, de Clarice Lispector
    b) Noite do oráculo, de Paul Auster
    c) O último leitor, de Ricardo Piglia
    d) Porquinho da ìndia, do Bandeira
    e) A queda, do Camus
    f) todo o Caeiro.

    e já tá bom demais.

    • Giovanna, Alberto, Pedrita,

      se pararmos para pensar com calma, a lista seria interminável.

      No fundo, creio, é uma eleição de precursores, no estilo borgeano.

      Abraços,
      Júlio

  2. Cem anos de Solidão

    Memórias Postumas de Brás Cubas

    Cabeça a Prêmio, do Marçal de Aquino

    Vidas Secas

    é melhor parar por aqui. A lista seria longa, muito longa

  3. A morte de D.J. em Paris, Roberto Drummond.
    Octaedro e Histórias de Cronópios e de Famas, Cortázar.
    As Crônicas Marcianas, e Uma Sombra passou por aqui, Bradbury.
    O Estrangeiro, Albert Camus.
    Do Androids dream of Electric Sheep?, Philip Kick

    (interminável lista…)

    Obrigado, abraços.

    Caio

    • Caio e Eduardo,
      obrigado.
      Querer, querer… eu queria ter escrito um ou dois livros do Paulo Coelho ou da moça do Harry Potter – isso me garantiria sustento pela vida inteira e dedicação integral ao blog.
      No lugar, acrescentei mais dois títulos (que inexplicavelmente tinha esquecido) à lista original.
      Abraços,
      Júlio

  4. Hoje (com a memória de hoje, os impulsos de hoje, etc),
    eu gostaria de ter escrito:

    – Memórias do Subsolo, do Dostoiévski
    – Livro sobre nada, do Manoel de Barros
    – Angústia, do Graciliano Ramos
    – As babas do diabo, conto do Cortázar
    – Terra Estrangeira (roteiro publicado pela Rocco), do Walter Salles, Daniela Thomas e mais um.
    – e a frase (talvez só a frase/verso): “Tenho apenas duas mãos e o sentimento do mundo”, do Drummond (essa é um retrato do que eu quis dizer com o “hoje” – quase “agora”- lá de cima. Se fôssemos nos prender às frases que queríamos ter escrito, não haveria caixa de comentários que suportasse!)

    Abraços!

    • Noubar,
      tudo bem?
      É isso: às vezes é só uma frase, um verso, um parágrafo, uma página.
      E valem uma vida inteira.
      Abraços,
      Júlio

  5. Os livros “Luz em Agosto” do Faulkner e “A Vida Breve” do Onetti. O conto “O inferno tão temido” também do mestre Onetti e o poema “Uma faca só lâmina” do João Cabral.

    O “Palmeiras selvagens” também é maravilhoso, mas não queria repetir.

    Júlio, quando que vão lançar o “Absalão Absalão” do Faulkner? Eu achava que ia ser para esse ano. Estou com vontade de ler esse.

    Abraço!

    • Ricardo,
      tudo bem?
      Onetti é dos meus favoritos também. Uma felicidade ver sua obra sendo traduzida e publicada regularmente por aqui.
      Não sei do lançamento de Absalão. Tomara seja logo. De Faulkner, meu preferido, na verdade, é O som e a fúria. Mas, “querer escrever”, eu queria Palmeiras selvagens.
      Abraços,
      Júlio

  6. Eu gostaria de ter escrito “Ensaio sobre a cegueira” de Saramago. Eu queria também ter escrito Guimarães Rosa, principalmente Grande sertão: veredas e a história de Miguilim, cuja leitura sempre me faz chorar.
    Adorei a enquete.

  7. Acho que há uma enquete parecida na revista da Livraria Cultura. Bem bacana.

    Eu gostaria de ter escrito:

    – “Extinção”, de Thomas Bernhard;

    – “Origem”, de Thomas Bernhard;

    – “O faz-tudo”, de Bernard Malamud;

    – “Uma Vida”, de Italo Svevo;

    – “A mulher do meio-dia”, de Julia Franck;

    – qualquer um do Michael Connelly que tenha o Harry Bosch como personagem central;

    – vale peça de teatro? Então “The Caretaker”, do Harold Pinter.

    Beijo!

  8. Julio,

    Moby Dick, do Melville; Complexo de Portnoy, do Roth; As viagens de Gulliver, do Swift; São Bernardo, do Graciliano; Alguma Poesia, do Drummond.

    Abraço

    • Adriano,
      tudo bem?
      Moby Dick devia estar na minha lista. Como deixei de fora?
      E de Graciliano, todos. Mas especialmente Angústia.
      Abraços,
      Júlio

  9. Só “Paixão e Exceção” de Sarlo já estaria de bom tamanho.rsrs
    Mas gostaria de acrescentar os de Tomás Eloy Martinez, “O Século das Luzes” de Alejo e apesar de me dilacerar e de me refazer após uns 3 dias, “Infancia” de Graciliano Ramos.

    Um forte abraço, Julio!

    E continue escrevendo!!!

    Até mais, Lina.

    • Lina & Vera,
      obrigado pelos comentários.
      Sim, essa espiral não para…
      Infância e Memorial de Aires estariam (claro) na minha lista.
      Abraços,
      Júlio

  10. Olá Júlio,

    Pelo jeito, começou uma coisa labiríntica, babélica, e quem pensar em calma vai lembrar do Memorial de Aires.

    Beijos,

    Vera

  11. Sem dúvida:

    1. Angústia do Graciliano Ramos

    2. Cem Anos de Solidão do Garcia Marquez

    3. O Evangelho Segundo Jesus Cristo do Saramago

    4. O Guardador de Rebanhos do Caiero.

  12. Hmmm…

    Se um Viajante numa Noite de Inverno do Italo Calvino; aquele poema do guardador de rebanhos: “Há metafísica bastante em não pensar em nada….”; o caso dos dez negrinhos da Agatha Christie; o Coraçao Delator de Poe; A flor e a Náusea de Drummond, O retrato de Dorian Gray de Wilde e O crime do Padre Amaro do Eça.

  13. Quantos Caios aí em cima! rs.

    Bom, muitos dos que já foram citados eu gostaria de ter escrito, mas vou acrescentar duas coisas que não foram citadas (se não falhei na leitura):

    – Incidente em Antares – Érico Veríssimo;

    – contos: A igreja do diabo, Cantiga de esponsais, Teoria do medalhão, Conto de escola e Pai contra mãe – Machado de Assis;

    – O alienista – Machado de Assis;

    – contos: Sarapalha, Conversa de bois e A hora e vez de Augusto Matraga – em Sagarana do magnífico João Guimarães Rosa;

    – Tarantão, meu patrão – de Primeiras Estórias, também de Guimarães.

    • Caio (você mesmo! rs),
      obrigado pelos comentários.
      Machado e Rosa certamente estão entre os autores mais invejados. No bom sentido e com razão.
      Abraços,
      Júlio

  14. Gostaria ter escrito:

    1. À espera dos bárbaros, do Coetzee
    2. Os mímicos, do Naipaul
    3. O animal agonizante, do Philip Roth
    4. Os tambores da chuva, do Ismail Kadaré
    5. Caixa preta, do Amós Oz
    6. O último leitor, do Ricardo Piglia

    e muitos outros…

    val

    • Val,
      tudo bem?
      Interessante um livro de ensaios em meio à ficção.
      Caixa preta, de Oz, é dos meus preferidos também.
      Beijos,
      Júlio

  15. Poucos livros me fisgaram como “A Insustentável Leveza do Ser” de Milan Kundera. Acho genial como ele mescla seus pensamentos com o desenrolar do livro, de uma forma simples e sem artificialidade.
    A Metamorfose do Kafka, aquela primeira frase MATA. O cara começa o livro com a frase mais arrebatadora do século 20. Não é para qualquer um.

    • Paulo,
      obrigado por seu comentário.
      Frases de abertura e de fechamento merecem mesmo um capítulo especial das lembranças.
      Abraços,
      Júlio

  16. Olá, Julio, tudo bem?

    Gostaria de ter escrito:

    O Tempo e o Vento, Érico Veríssimo

    O Cortiço, Aluisio Azevedo

    Travessuras da Menina Má, Mario Vargas LLosa

    E todas as crônicas do Carlos Drummond de Andrade.

    P.S.: gosto muito do Paisagens da Crítica!

    Um abraço
    Laura

    • Laura,
      tudo bem?
      Obrigado por seu comentário – e, sobretudo, pela leitura do blog.
      Bacana, a lista, e interessante o predomínio de brasileiros.
      Não incluí Vargas Llosa em minha lista porque não conseguiria escolher um livro específico dele. Queria ter escrito tudo… rs
      Abraços,
      Júlio

  17. Olá, a minha lista (incompleta) é:

    Cortázar, claro
    Eduardo Galeano, ” La venas abiertas de América Latina” e outros.
    Jose Maria Arguedas, “Los rios profundos”
    Juan Rulfo, “Pedro Páramo”
    Gustavo Gutiérrez, “Teologia de la Liberación”

    Abraço,

    Rubén Duarte

    • Rubén,
      tudo bem?
      Rulfo estaria, sem dúvida, em minha lista.
      Tenho lido bastante o Cortázar crítico e gostado cada vez mais.
      Abraços,
      Júlio

  18. Olá, Júlio, tudo bem?!
    Uauu…. fiquei feliz em ver o nome do Stevenson na listagem! Ele e o Conrad constariam na minha também, mas como vc já os colocou, farei referência a outros.

    – Orgulho e Preconceito- Jane Austen
    – O conde de Monte Cristo- Alexandre Dumas
    – Zadig- Voltaire
    – Portas Abertas- Leonardo Sciascia
    – A queda da casa de Usher- Edgar A. Poe

    Paro por aqui p/ que a listagem não fique mto grande.

    abraços,

    Ana

  19. Bem, aí vai a minha lista:

    – “Veinte poemas de amor y una canción desesperada” e “Canto General” – Pablo Neruda;
    – “Los Conjurados” – Jorge Luis Borges;
    – “The Russia House” – Le Carré;
    – Todos os sonetos de Vinicius de Moraes;
    – “The cask of Amontillado” e “The Raven” – Edgar Allan Poe;
    – “A mão e a luva” e “Dom Casmurro” – Machado de Assis;
    – “Primeiro caderno do aluno de poesia Oswald de Andrade” – Oswald de Andrade;
    – “A flauta-vértebra” – Vladimir Maiakóvski;
    – “Galáxias” – Haroldo de Campos.

    Acho que a lista já está bem grandinha e ainda poderia escrever muitos nomes mais, rs…

    Abraços,
    Marcos.

  20. Júlio!

    Que pergunta essa, hein?! Mas vamos ao delírio:

    ‘Entre quatro paredes’ – Sartre
    ‘O muro’ – Sartre
    ‘A Hora da Estrela’ – Clarice Lispector
    ‘A casa do Poeta Trágico’- Carlos Heitor Cony
    ‘Hamlet’ – Shakespeare
    ‘Uma leve Simetria’ – Rafael Jacobsen
    ‘Duas Iguais’ – Cintia Moscovitch
    ‘Cristal Polonês’ – Letícia Wierchowsky

    Seu eu tivesse escrito esses livros, ah!, que delírio grandioso!haha

    Um abraço,

    Ísis

  21. O post já tem algum tempo, mas não resisti. Lá vou:

    – Angústia, fiquei feliz por vê-lo nas listas de tantos aqui, do Júlio inclusive.
    – Muitos trechos do Livro do Desassossego, do Fernando Pessoa.
    – 1984, de George Orwell, com todos os estigmas que carregue
    – O Cavaleiro Inexistente, de Italo Calvino, e os contos “A Origem das Aves” e “Meiose”, do mesmo autor.
    – O conto “O Aleph”, do Borges (já que posso escolher o que quiser, não me contenho)
    – O Rei Lear, de Shakespeare
    – O Deserto dos Tártaros, de Dino Buzzati

    Fica assim pra não pensar demais.
    Abraços a todos, saudades das resenhas.

    • Maurício,
      tudo bem?
      Bela lista.
      O Livro do Desassossego é, hoje, o Pessoa que mais me agrada.
      Também sinto falta de escrever mais resenhas. Infelizmente estou tão enrolado de trabalhos que tem sido impossível. Mas há, na minha mesa, pelo menos três livros que não quero deixar de comentar. Em breve aparecerão aqui no blog.
      Abraços,
      Júlio

  22. Aproveitando o comentário recente:
    – Pride and Prejudice (Jane Austen)
    – A Vida Como Ela É (Nelson Rodrigues)
    – Sagarana (Guimarães Rosa)
    – Extremely loud and incredibly close (J. Safran Foer)
    – alguns poemas do F. Garcia Lorca

    Poxa, a lista na verdade é infinita. Foram esses os que me vieram na cabeça.

    Abraços.

  23. Olá, Júlio, tudo bem?

    Este é um post que deveria estar sempre em destaque, e não perdido em meio às postagens antigas.

    Sem pensar muito, minha lista seria:

    – Moby Dick, de Mellvile
    – conto “As ruínas circulares”, de Borges
    – contos “Las babas del diablo”, “Kindberg” e “La autopista del sur”, e capítulo da morte do bebê Rocamadour, em Rayuela, de Cortázar
    – passagem do cemitério, pós-enterro, do Ulisses, de Joyce
    – El túnel, de Ernesto Sábato
    – La ciudad y los perros, ou ao menos o conto “Los cachorros”, de Vargas Llosa

    Vou parar por aqui.

    Abraços,
    Rafael

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