Prêmio SP de Literatura

 

Ontem foram divulgados os finalistas da primeira edição do Prêmio São Paulo de Literatura.

 

Criado nesse ano, paga o maior valor de um prêmio literário no Brasil: 200 mil reais para o melhor livro de 2007 de autor estreante, e mais 200 mil para o melhor livro de autor não-estreante.

 

Para quem normalmente escreve por uns caraminguás, é dinheiro que não acaba mais.

 

O júri inicial selecionou, dentre os inscritos, dez títulos – cinco em cada categoria.

 

Agora, um outro júri escolherá os dois vencedores.

 

Os indicados (em ordem alfabética de autor) são:

 

não-estreantes:

Antonio, de Beatriz Bracher (34)

O sol se põe em São Paulo, Bernardo Carvalho (Companhia das Letras)

O filho eterno, Cristóvão Tezza (Record)

A muralha de Adriano, de Menalton Braff (Bertrand Brasil)

A copista de Kafka, de Wilson Bueno (Planeta)

 

estreantes

Lugares que não conheço, pessoas que nunca vi, de Cecília Gianetti (Agir);

Desamores, de Eduardo Baszczyn (7Letras);

A chave de casa, de Tatiana Salem Levy (Record);

Estado vegetativo, de Tiago Novaes (Callis);

Casa entre vértebras, de Wesley Peres (Record).

 

Claro que pode haver insatisfação aqui e ali, mas os dez títulos são bons e merecem a indicação.

Meus preferidos?

 

Cristóvão Tezza e Beatriz Bracher; Eduardo Baszczyn e Tatiana Salem Levy.

 

Agora resta esperar o resultado final.

 

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11 pensamentos sobre “Prêmio SP de Literatura

  1. Fiquei com algumas dúvidas com relação ao prêmio. Não iam ser escolhidos 10 nomes para cada categoria? Por que a mudança nas regras? Se vai haver um novo júri para definir os vencedores, não seria mais adequado haver mais finalistas, até para que os novos jurados possam trabalhar com um panorama um pouco mais amplo de candidatos?

    (Primeira vez que comento aqui. Parabéns pelo espaço.)

  2. Sou fã de Wilson Bueno. Minha torcida é pelo romance A Copista de Kafka, uma obra-prima da literatura contemporânea. E está na hora de um prêmio para Wilson Bueno, o grande criador do jornal de cultura Nicolau que marcou época no Brasil, Mas é hora porque o livro, como diz Bóris Schanaidermann, na apresentação, é o “romance do século”

  3. Marina,
    obrigado pelo comentário.
    Sim, o edital previa a indicação de dez títulos por categoria.
    O júri da primeira fase, de que tive a satisfação de fazer parte, preferiu indicar apenas os títulos sobre os quais havia consenso e unanimidade.
    É sempre muito difícil em júris de prêmios (literários ou não) chegar a consensos. É muito bom que dez títulos tenham obtido esse reconhecimento.
    Volte sempre – inclusive nos comentários.
    Abraços,
    Júlio

  4. Du,
    obrigado pelo comentário.
    “A copista de Kafka”, de Wilson Bueno, é mesmo um belo livro. E ele merece maior reconhecimento. Não é meu preferido, mas acho que o prêmio estará em boas mãos se for atribuído a qualquer dos cinco.
    Abraços,
    Júlio

  5. Oi Júlio,

    Realmente é bom ter um prêmio como este, em uma realidade em que existe tão pouco incentivo à exercício da criação literária. Ainda não li nenhum dos autores contemplados, erro que irei remediar com urgência. Tudo indica que esta premiação tem tudo para se tornar uma das mais importantes homenagens à literatura. Aguardarei o resultado, e espero ter tempo para escolher um favorito.

    Um abraço,

    Dennis

  6. Dennis,
    obrigado pelo comentário.
    Neste ano, por ser o primeiro, houve um número relativamente pequeno de inscritos. Algo como 120 ou 130, se bem me lembro.
    Mas acredito que as editoras e autores perceberão rapidamente a importância do prêmio que, além do dinheiro alto, proporciona boa divulgação aos finalistas.
    Abraços,
    Júlio

  7. Nossa, imagino como deve ser complicado o papel de jurado. Já é difícil estabelecer um critério que hierarquize obras de ficção; fazer isso em grupo, então, deve ser quase impossível.

    Achei muito boa a seleção dos finalistas. Só lamentei a ausência de dois dos meus favoritos: Toda terça e Longe de Ramiro. Mas isso é gosto pessoal. Aliás, é impressão minha ou 2007 foi um ano bastante rico em estréias literárias?

  8. Marina,
    obrigado por seu comentário.
    Também lamento que Longe de Ramiro tenha ficado de fora. Considero o livro do Chico Matoso o melhor de um estreante em 2007. Mas as opiniões – como você disse – não são hegemônicas.
    Não sei se 2007 foi um bom ano em estréias. Pode ser, sim.
    Beijos,
    Júlio

  9. Pingback: Prêmio São Paulo « Paisagens da Crítica

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